Perdidos e achados(?)
Sendo fiel ao meu estilo melodramático, pergunto-me:
Como podemos nos perder de nós mesmos?
Não é fascinante como nos afastamos de quem realmente somos?
Essa pergunta possui algum sentido para ti?
Se respondestes sim, encontrou uma companheira em espírito.
Como eu, sentes que deixou algo para trás... você mesmo.
Embora, ironicamente, você nunca tenha sido algo bem acabado antes.
Gostaria de fazer sentido para alguém. Escondo-me com tanto medo de ser incompreendida no que eu
chamo de loucura. Aos outros, talvez os insensíveis e alienados de si, pode parecer loucura. Mas, na
verdade, não possuiria a verdadeira e última sanidade?
Não desejo parecer uma escritora de livros de auto-ajuda. Posso parecer, em um primeiro momento,
mas será exatamente isso o que não encontrarão em mim. Sou incapaz de ajudar, apenas possuo o
talento de complicar. Perguntas acumulam-se, abrindo mais feridas e implantando a incerteza. Talvez a
melhor pergunta a ser feita não seja "Porque eu tenho esse problema?", mas sim "Porque isso é
considerado um problema?".
Não me compreendo. Sou um enigma para mim.
Obviamente, algum leitor incauto sentirá que pode me definir. Logo encontrarão um formato acabado de
mim. Serei apenas uma "neurótica", uma "louca", uma "infiel".
Apreciarei os comentários, pois através deles vislumbrarei a definição explicativa de mim que se formam
nas suas mentes . Em uma aventura epistemológica, construirei a noção de verdade de quem eu sou
com a ajuda de qq um de vocês que desejar comentar.
Não cedam à tentação de dar-me uma forma. Os completos e bem-definidos, por favor, manifestem-se. Tentem montar as peças do quebra-cabeças ontológico que se apresenta diante de seus olhos. Porém, pessoas como eu apenas se divertirão com as tentativas de "montagem" do Lego que a nossa compreensão da realidade consegue construir.
Sou a prova da existência de espiritos em constante construção, inacabados. E vcs poderão julgar se
isso incomoda ou serve como inspiração. Considerando a forma como sempre buscamos a felicidade, já que nunca parecemos estar satisfeitos, acredito que somos seres incompletos. Não somos, estamos a ser.
Mas existe a diferença entre aqueles que aceitam sua condição de incompletude e os que, desesperadamente, apegam-se às definições bem delineadas de si próprios.
Como podemos nos perder de nós mesmos?
Não é fascinante como nos afastamos de quem realmente somos?
Essa pergunta possui algum sentido para ti?
Se respondestes sim, encontrou uma companheira em espírito.
Como eu, sentes que deixou algo para trás... você mesmo.
Embora, ironicamente, você nunca tenha sido algo bem acabado antes.
Gostaria de fazer sentido para alguém. Escondo-me com tanto medo de ser incompreendida no que eu
chamo de loucura. Aos outros, talvez os insensíveis e alienados de si, pode parecer loucura. Mas, na
verdade, não possuiria a verdadeira e última sanidade?
Não desejo parecer uma escritora de livros de auto-ajuda. Posso parecer, em um primeiro momento,
mas será exatamente isso o que não encontrarão em mim. Sou incapaz de ajudar, apenas possuo o
talento de complicar. Perguntas acumulam-se, abrindo mais feridas e implantando a incerteza. Talvez a
melhor pergunta a ser feita não seja "Porque eu tenho esse problema?", mas sim "Porque isso é
considerado um problema?".
Não me compreendo. Sou um enigma para mim.
Obviamente, algum leitor incauto sentirá que pode me definir. Logo encontrarão um formato acabado de
mim. Serei apenas uma "neurótica", uma "louca", uma "infiel".
Apreciarei os comentários, pois através deles vislumbrarei a definição explicativa de mim que se formam
nas suas mentes . Em uma aventura epistemológica, construirei a noção de verdade de quem eu sou
com a ajuda de qq um de vocês que desejar comentar.
Não cedam à tentação de dar-me uma forma. Os completos e bem-definidos, por favor, manifestem-se. Tentem montar as peças do quebra-cabeças ontológico que se apresenta diante de seus olhos. Porém, pessoas como eu apenas se divertirão com as tentativas de "montagem" do Lego que a nossa compreensão da realidade consegue construir.
Sou a prova da existência de espiritos em constante construção, inacabados. E vcs poderão julgar se
isso incomoda ou serve como inspiração. Considerando a forma como sempre buscamos a felicidade, já que nunca parecemos estar satisfeitos, acredito que somos seres incompletos. Não somos, estamos a ser.
Mas existe a diferença entre aqueles que aceitam sua condição de incompletude e os que, desesperadamente, apegam-se às definições bem delineadas de si próprios.


3 Comments:
O que te angustia?
O que é a vontade e porque não pode ser satisfeita?
Sid
Caro Galileo Galilei,
sua pergunta é justa, porém incapaz de ser respondida. Nem eu sei o que desejo e como isso poderia ser satisfeito.
Mas, qto ao q me angustia.. Não desejo enumerar motivos pessoais que geram a angústia descrita, pois assim poderia arruinar o efeito literário/poético de maior amplidão que buscava ao escrever. Porém, angustio-me com o meu ser sempre medroso e aflito. Talvez seja esta busca por outros seres humanos que nunca se concretiza pois me afasto com medo da rejeição ou da dor que podem me provocar. Modifico-me para tentar habitar o mundo das pessas.Mas mesmo o mais bem intencionado dos humanos me parece um monstro com potencial de destruição.
Isso tb não te geraria angústia: possuir uma visão tão distorcida? Tudo de belo pode estar diante de mim, sei disso, mas a rejeito porque a vejo como terrível.
Não é de espantar que haja um dragão em meu peito, não é?
Talvez devesse manter a pergunta.
O que é a vontade que não pode ser satizfeita?
Schopenhauer deu uma boa saída.
O mundo, Poli, é vontade e representação. Representamos ele em nossa mente e o reinterpretamos, representamos também sentimentos mais profundos e primitivos, como a vontade.
Ela, portanto, é representação, não existe por si só. Não pode, portanto, ser satizfeita.
O erro é deixar a sua felicidade nas mãos dos outros. Ela é sua e de mais ninguém. Trancar-se por dentro e entregar a chave ao dragão, não ajuda, pois ele, assim como qualquer outro, não lhe dará o que não pode lhe dar.
É você, e não nada que você represente, que pode assumir a responsabilidade de ser livre, e feliz. Assim como sugeriu Nietzsche.
Galeo
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